Crédito imobiliário da Caixa cresce 75% e bate recorde

23 09 2009

Maior financiador do setor habitacional emprestou R$ 17,5 bi no 1º semestre

 Líder no crédito de imóveis, a Caixa Econômica Federal bateu recorde do volume oferecido à compra da casa própria: foram concedidos R$ 17,5 bilhões em 351 mil empréstimos no primeiro semestre do ano -crescimento de 75% ante o registrado no mesmo período do ano passado. Desse volume, R$ 9,2 bilhões vieram dos recursos da poupança destinados à habitação, alta de 267%.

Para o vice-presidente da instituição, Jorge Hereda, o aumento da massa salarial, o acréscimo de subsídios à baixa renda e os juros mais baixos foram os responsáveis pelo volume recorde, que reflete a inclusão de famílias que antes não tinham acesso ao financiamento imobiliário. Com a escassez de crédito vivida logo após o agravamento da crise econômica global, em setembro passado, “o mercado bancário recuou e a Caixa avançou e ocupou o espaço deixado”, diz Hereda.

Para o economista Francisco Pessoa, consultor da LCA, o crescimento do volume contratado indica que o nível de confiança do consumidor brasileiro, afetado num primeiro momento pós-crise, já se recupera -considerando que o financiamento habitacional é um compromisso de longo prazo.

O resultado positivo do primeiro semestre ainda foi impulsionado pelos feirões da casa própria, que costumam impactar as contratações da Caixa por seis meses, período no qual a carta de crédito obtida é utilizada, diz Hereda. “Nos feirões, foi possível constatar que muitas famílias passaram a ter condições de entrar no mercado imobiliário. E com o Minha Casa, Minha Vida, empresas vão acreditar mais e vai haver mais imóveis para baixa renda.”

O programa habitacional do governo federal -medida anticíclica que visa construir 1 milhão de casas para quem ganha até dez salários mínimos- respondeu por R$ 1,5 bilhão do volume financiado, diz Hereda: metade foi para a produção, metade para a pessoa física.

Até junho, 581 projetos (100 mil imóveis) estavam em análise e 97 (10 mil), já contratados, segundo a presidenta da Caixa, Maria Fernanda Ramos. Apesar de formar 40% da meta do programa, a faixa de renda de zero a três salários tem 28% dos projetos em análise. A Caixa espera que a contratação prevista seja fechada até o fim de 2010.

Fonte: Folha de S. Paulo





8ª Bienal Internacional de Arquitetura

23 09 2009

De 31/10/2009 a 06/12/2009

 
 

8 BIENAL

O tema proposto pelo Departamento de São Paulo do Instituto e aprovado pelo COBIA – Conselho da BIA – Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo em sua oitava edição, foca a qualificação de áreas degradadas em centros urbanos a partir de megaeventos e usa a Copa de 2014 como pano de fundo.

A 8ª BIA acontecerá de 31 de outubro a 6 de dezembro de 2009 no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera. A temática, ECOS URBANOS, é uma alusão direta à proposta desta edição sobre o potencial para grandes transformações dos centros urbanos e metropolitanos que sediam eventos de porte internacional. Na palavra ECOS, a sigla de Espacialidade, Conectividade, Originalidade e Sustentabilidade – os quatro eixos que norteiam o conceito dessas mudanças, como explica seu curador geral, o arquiteto Bruno Roberto Padovano. Ele conta com o apoio de mais de vinte curadores para ações específicas.

Bons exemplos são as cidades que já receberam EXPOS Universais, Olimpíadas ou Copas do Mundo de futebol. De olho no certame de 2014, uma das propostas da 8ª BIA é justamente discutir os estádios e as melhorias urbanísticas que as cidades-sede oferecem ou pretendem edificar até lá. “Esses megaeventos possibilitam que os governos, em suas três esferas, e com parceria da iniciativa privada, implementem processos de qualificação urbana e regional, tanto nos aspectos ambientais quanto sociais, econômicos, culturais e espaciais”, pondera Padovano.

Bons exemplos não faltam. Outras cidades, como Barcelona, Lisboa e Milão, reúnem um conjunto rico de experiências arquitetônicas e urbanísticas a partir do instante em que receberam ou recebem grandes eventos internacionais. A escolha do Brasil como sede da Copa de 2014 suscita um debate muito mais amplo que o esportivo: a reboque, chegam ao cidadão outras importantes benfeitorias, do planejamento urbano até a arquitetura de novos edifícios, iluminação, mobiliário urbano, interiores e paisagismo de espaços públicos e semi-públicos, construção de uma nova infraestrutura urbana e metropolitana e soluções, enfim, que se baseiem nas inovações espaciais, na conectividade e na originalidade, com o objetivo de propor um futuro sustentável para a população local.

OBJETIVOS
Um dos principais objetivos da 8ª BIA é democratizar-se, tornar-se próxima do cidadão, da sua realidade, mostrando a ele o quanto a arquitetura e o urbanismo interferem no seu cotidiano. Além de estudar valores mais acessíveis para o ingresso, os organizadores pretendem derrubar o mito de que o evento é elitista. “Vamos convidar toda a imprensa a discutir um evento que não é só para arquitetos. É para todos”, conclama a presidente do IAB-SP, arquiteta Rosana Ferrari.

Não faltarão atrativos para as visitas e participação do público. Além do conteúdo coletivo – a produção intelectual, artística e técnica dos arquitetos urbanistas em busca de um futuro sustentável para as cidades e o planeta -, a 8ª BIA irá ofertar espaço de produção para mostrar o que esses profissionais propõem, sempre dentro de uma cultura de sustentabilidade.
Não há limite para o número de trabalhos inscritos, ou qualquer restrição quanto ao número de autores. É prática da BIA reunir, em um grupo, a chamada produção nacional, e em outro, a internacional. Para este ano, a universalidade da arquitetura e do urbanismo estará presente, estando previstas premiações nas duas modalidades: obra e projeto.

 

 

 

 








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